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Janela da Alma

by - dezembro 19, 2018

Somos almas que habitam matérias e raramente lembramos disso, esquecemos que somos turistas de passagem por esse mundo chamado terra e falhamos diariamente ao lembrar que tudo por aqui é breve.

Seguimos roteiros pré definidos pela vida mundana e ao longo dessa jornada fazemos escolhas, assumimos consequências, escolhemos caminhos, pessoas, lugares... um jogo de tabuleiro movimentado diariamente pelas nossas decisões e escolhas baseadas em prioridades e sentimentos. Optamos por atalhos mundamos que ocultam superficialmente o que a alma não pode ocultar para si, a verdade é nua dentro de nós e sabemos milimetricamente nossas profundezas, os outros não. Quantos sorrisos ocultam depressão? Quantos abraços são deixados para lá? Quantas vezes omitimos sentimentos? Quantas vezes perdoamos de coração? Somos o próprio atalho autodestrutivo movido pelas emoções mundanas, esquecemos que essa viagem acaba e palavras não ditas, abraços não dados, bilhetes não escritos e verdades de alma são deixados para amanhã.



Somos as escolhas que fazemos para preencher a mente e ocultarmos dores e vazios, tristezas e momentos, fracassos e despedidas. Somos frágeis como taças de cristais, somos a incerteza do amanhã e do que virá depois disso, apenas escolhemos o que seremos a cada manhã para nos bastarmos nesse jogo de tabuleiro chamado de vida e só. A vida material é fria, priorizamos o encantamento mundano das luzes artificiais, a água de garrafa, o som do vento que sai pelo ar condicionado do carro e tantas outras coisas, cultivamos a vida terrena material e superficial mais do que a própria essência e suas raízes, esquecemos que o amanhã é apenas um talvez que pode não chegar.

Não percamos tempo com superficialidades terrenas, sejamos inteiros. Há quanto tempo você não escuta a voz do seu coração? Quantas vezes por dia a sua emoção e razão entraram em conflito? Quantas vezes você disse sim para o coração e não para o mundo? Quantas vezes você se veste para o mundo e não para si? Quantas vezes você toma decisões baseadas no que os outros irão pensar ou falar?  



Abandone as armaduras, abra o coração e a janela da alma, deixe o sol entrar e a essência florescer. Quanto mais próximo de nosso coração estivermos, mais fácil será ouvi-lo. 

Por isso,
abrace mais,
beije mais,
mande mais bilhetes,
faça mais declarações de amor,
não ignore sentimentos e emoções,
ligue, mande mensagem, seja presente,
seja doce, seja inteiro, 
vista o seu melhor sorriso e deixe a alma dançar.

Por mais pessoas inteiras, intensas e donas de luz, almas que se vestem de si e abandonam as armaduras antes de sair de casa, que falam pelo coração e se fazem presentes. Nada melhor para a alma do que se despir e sair de casa livre de qualquer atalho mundano. É preciso evoluir, a jornada é breve mas pode ser leve. 

Que a janela da alma se abra todas as manhãs e faça claro as nossas sombras, sejamos luz até que a chame se apague para o infinito.

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